Márcio Pochmann é escolhido como candidato nas prévias em Campinas e PT segue unificado para as eleições de outubro de 2012

Ontem acompanhei as prévias e a apuração, ao lado de candidatos e do presidente do PT Ari Fernandes. Parabéns a Tiãozinho e a Márcio Pochmann. Agora vamos unidos para a eleição e tenho certeza que Márcio é uma excelente opção par Campinas!

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Márcio Pochmann, economista e presidente do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) , será o candidato do PT a prefeito de Campinas nas eleições de outubro de 2012. As prévias – que registraram a maior participação de filiados da história do partido em Campinas – foram realizadas ontem (14) na cidade e a apuração terminou por volta das 21h30. Pochmann recebeu 1088 votos e  Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho, 428 (houve ainda 26 votos em branco e 13 abstenções). O partido agora segue unificado para o pleito de outubro.

“Nas prévias não tivemos vencedores nem vencidos, quem ganhou foram todos os militantes que puderam debater os rumos da cidade e discutir a melhor estratégia para o cenário eleitoral”, disse Pochmann após a apuração. O presidente do PT, Ari Fernandes, destacou que as prévias selaram a unidade partidária e que a partir de agora, com nome do candidato a prefeito definido, o partido intensifica os trabalhos visando às eleições.

“O PT deu mais uma mostra de vitalidade, democracia e unidade, ao percorrer toda cidade em 14 debates entre os candidatos e chegar até esse momento. Da divergência que produzimos nossa união, Tião e Márcio estão de parabéns pelo nível do debate, tenho certeza que a militância está orgulhosa desse importante momento da história de nosso partido, estamos prontos e unidos para a luta eleitoral”, destaca.

O processo de prévias do Partido dos trabalhadores transcorreu em um clima de pluralidade e unidade. Os 1555 filiados do PT que foram às urnas neste domingo não enfrentaram filas e conseguiram votar rapidamente em seus candidatos. Pochmann faz questão de agradecer seu ex-adversário Sebastião Arcanjo. “Tiãozinho é um dirigente histórico do PT, ajudou muito com sua qualidade e desenvoltura nos debates, será peça fundamental em nossa campanha política.”

A próxima tarefa estabelecida pelo Partido dos trabalhadores em Campinas é consolidar o programa de governo e organizar o encontro municipal que deverá debater a melhor tática eleitoral para viabilizar a eleição de Márcio Pochmann para prefeito.

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Pochmann ou Tiãozinho?

Tiãozinho ou Pochmann? Os filiados aptos a votar definirão quem será o candidato do PT à prefeitura neste sábado, dia 14 de abril, nas prévias do partido. Antes, porém, será realizado na noite de hoje um último debate entre os pré-candidatos (no Sindicato dos Frentistas, às 19 horas).

 

Os dois pré-candidatos têm perfis excelentes e são quadros de grande qualidade dentro do partido. Os petistas que puderem devem comparecer hoje ao debate para trocar ideias com ambos e definirem seus votos. As prévias ocorrerão das 9 às 17 horas, e as urnas estarão em cinco diferentes regiões de Campinas (Ouro Verde, Campo Grande, Campos Elíseos, Zona Sul e Centro).

 

Vale lembrar que o PT está elaborando um amplo e eficiente programa de governo e de propostas para Campinas, e que o partido também definiu o perfil dos candidatos a vereador, que inclusive passarão por um curso preparatório.  As eleições de outubro estão chegando e o PT quer que Campinas tenha boas opções para escolher por voto direto o próximo prefeito e vereadores, como cabe a qualquer democracia.

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Eleições indiretas: deu a lógica… Campinas vai continuar pagando o preço do “sonho de criança”

Deu a lógica…  Campinas vai continuar pagando o preço do “sonho de criança” de Serafim.  Perda de divisas federais, má administração, cargos preenchidos em troca de favores e sabe Deus o que mais até dezembro de 2012.

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Perdas de receitas federais: o preço do golpe da Câmara

Os jornais de Campinas têm noticiado que a cidade corre o risco de perder diversas verbas federais ou mesmo que já perdeu parte delas.  Os porquês alegados são diversos e emalguns casos ate mesmo procedem – quando se diz, por exemplo, que aqui ou ali não foram apresentados projetos adequados – mas deixam de fora uma questão importante, uma razão macro: a quebra de continuidade administrativa.

Quando a Câmara cassou Hélio de Oliveira Santos, o prefeito levou “a memória” da administração com ele. Assim que assumi, uma de nossas tarefas mais trabalhosas foi levantar uma agenda de cada um dos compromissos da cidade com os governos federal e municipal, verificar tudo o que tinha de ser feito e assinado para não perdermos prazos. Levantamos também projetos equivocados que precisavam ser substituídos e trabalhamos com afinco nisso.

Quando a Câmara me afastou irregularmente esse trabalho foi interrompido e, quando voltei pelas mãos da Justiça, retomado. Mas mais uma vez os vereadores me afastaram, desta vez em uma cassação golpista, e o governo temporário que assumiu pareceu mais interessado em nomeações para agradar vereadores do que em dar continuidade administrativa ao que vinha sendo feito.

Ações que eu já tinha plantado frutificaram, como a cessão da área aos camelôs via DNit que citei em post anterior aqui, e estou certo que outras que dependiam de mim e deixei encaminhadas também darão certo. Mas e as que dependiam de uma continuidade administrativa? E as que precisavam ser mantidas como prioridade, independentemente de eleições indiretas e outros interesses?

É exatamente nestas que reside a verdadeira razão das perdas. Quando a Câmara decidiu me retirar do cargo para instituir o, como bem disse Ari Fernandes, instituir o Império dos Vereadores, o legislativo não olhou para a cidade e sim para o próprio umbigo. Campinas agora está pagando por isso, infelizmente.

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O Império dos Vereadores sob suspeita – um artigo que vale a pena ler

Artigo do meu amigo Ari Fernandes, presidente do PT de Campinas, vale a leitura.

 

O Império dos Vereadores sob suspeita

Ari Fernandes*

 

O atual governante-tampão de Campinas teve 3.440 votos na última eleição, é conhecido da mídia por não comparecer a sessões da Câmara e até recentemente o que mais chamou a atenção em sua gestão como presidente da Casa de Leis foram o corte dos guardinhas supostamente para economizar dinheiro e a aprovação de um aumento de 126% nos salários dos vereadores. Digo até recentemente porque agora há algo que chama bem mais atenção: as suspeitas de fraudes na Câmara, investigadas pelo Gaeco.

 

Divulgadas amplamente pela mídia de Campinas, elas são várias. Vão da compra de um painel fantasma para a Casa – com direito a treinamento caríssimo para funcionários que deveriam operar algo que não existe – a uma sociedade entre o coordenador de compras da Câmara e o contador da casa com três fornecedores do legislativo. Fornecedores estes que têm sobrenomes parecidos. Empresas estas que parecem ser de fachada, mas que ainda assim receberam R$ 7,6 milhões da Câmara.

 

O alcaide tampão Serafim diz que as denúncias surgiram depois que ele saiu da presidência da Casa, que não tinha conhecimento delas, e por isso se esquiva da responsabilidade. O curioso é que ele, Serafim, nomeou como diretor de operações da Emdec o senhor Valdir Aparecido Mancini, que é justamente um dos sócios dos funcionários da Câmara nas tais empresas suspeitas. Questionado pela mídia, chegou a dizer que o sujeito foi indicação de outro vereador e que só atendeu ao pedido e nunca viu Mancini em sua frente.

 

Não foi o único pedido dos vereadores que o apóiam que Serafim atendeu. Desde que assumiu após o golpe contra o então prefeito Demétrio Vilagra, ele realizou nomeações nepóticas ferindo decreto municipal de autoria do próprio Vilagra que impede esta prática, para não mencionar a ética e a moral. Quando as nomeações são descobertas pela mídia, a prefeitura assume “o engano” e responsabiliza um terceiro, até porque o próprio tampão nada assume.

 

Serafim, que sonha em se eleger em abril e em outubro, não governa sozinho. Longe disso, só chegou onde está graças a muitos amigos vereadores. Quando cassou Vilagra, a Câmara não comprovou a participação do petista em nenhuma irregularidade. Na sequência, dizendo que estava “distribuindo a responsabilidade aos vereadores por meio de cargos na gestão da cidade”, Serafim compensou os serviços prestados para que ele realizasse seu “sonho de ser prefeito” enchendo a prefeitura de indicados por vereadores e até dos próprios: o criador da CP contra Vilagra, Valdir Terrazan, recebeu como mimo a Secretaria de Serviços Públicos.

 

Para garantir votos na eleição indireta e se perpetuar como alcaide de Campinas, Serafim usa e abusa da caneta. AS ARs, por exemplo, estão hoje todas nas mãos dos vereadores amigos dele: qualquer serviço que a população precise deve ser pedido aos vereadores. “Com a convocação de uma nova eleição indireta para prefeito, o que se vê é um escrachado e descarado loteamento de cargos de confiança da prefeitura, que não leva em conta as necessidades operacionais e tampouco interessa à população (…)Algumas nomeações e defecções chocam pela evidente intervenção política do mais baixo nível, alçando ao funcionalismo cabos eleitorais e apaniguados sem qualquer qualificação que não buscar votos para seus padrinhos.” Estas palavras não são minhas e sim do próprio Correio Popular, em editorial publicado em 8/1/2012.

 

Quando cassou Vilagra, a Câmara entendeu que ele tinha conhecimento de irregularidades e nada fez para impedi-las. Além de falso, chega a ser irônico. A maioria dos vereadores de Campinas está lá há sete anos, os demais há quase quatro. Todos têm como função fiscalizar o Executivo e a Câmara fez uma CPI da Sanasa na qual nada identificou de errado. Ou seja, eles, que tem por obrigação fiscalizar, não sabiam de nada, mas insistem que Vilagra – que ocupava um cargo de expectativa – sabia. Mais ainda: Pedro Serafim e boa parte dos vereadores defendem-se das atuais suspeitas de fraude investigadas pelo Gaeco alegando que… não sabiam do que se passava!

 

Fossem pessoas sérias e desinteressadas, na sessão da CP em que ouviram Vilagra os vereadores teriam que obrigatoriamente acreditar no petista ou renunciar de seus cargos admitindo que prevaricaram. Em vez disso, o cassaram e foram muito bem recompensados pela empreitada, com inúmeras nomeações. E agora, mais uma vez eles alegam que não sabiam, e com isso automaticamente esperam tirar a responsabilidade de seus ombros?

 

Se um dia, antes da gestão de Vilagra, Campinas ganhou da mídia o apelido de “República do Manto Grosso”, hoje o apelido deve ser outro: a cidade hoje está sob o jugo do Império dos Vereadores, no qual Executivo e Legislativo são uma coisa só e o interesse maior de todos, prefeito tampão e legisladores-executivos, é a perpetuação no poder. Seja na Prefeitura ou na Câmara, pois para eles não tem diferença alguma, desde que continuem sendo bem recompensados por isso. Campinas está pagando caro pelo sonho de criança de Serafim.

 

* Ari Fernandes é presidente do PT Campinas

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Camelôs e a área do DNit: uma vitória nossa

 

Jornais da cidade noticiam nesta quinta que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNit) autorizou a prefeitura de Campinas a ocupar o antigo galpão da Fepasa próximo  à Estação Cultura Prefeito Antônio da Costa Santos, com o objetivo de ser utilizada para abrigar os camelôs da cidade. É uma vitória nossa, da cidade de Campinas, da qual me orgulho.

Apesar de a maioria das matérias não terem relembrado o fato, essa foi a solução que a minha gestão delineou para resolver o problema dos camelôs em Campinas quando o Ministério Público exigia que resolvêssemos um problema de décadas em algumas semanas.

Fui pessoalmente a Brasília pelo menos duas vezes para tratar apenas deste assunto, levando toda a fundamentação para que a área fosse cedida, e fui recebido pelo diretor do DNit, Bernardo Figueiredo. Também é mérito da nossa gestão e do ex-secretário de Trabalho e Renda Tiãozinho a ação para formalizar os camelôs, que transformou-os em Micro-Empresários Individuais (MEIs) para que trabalhem na legalidade e com produtos com nota fiscal.

Independentemente de não estar mais no governo, fico muito feliz com a notícia porque não é uma vitória minha ou de minha gestão simplesmente, mas sim uma vitória de Campinas. E pelo que tenho ouvido de Brasília, outros projetos cuja semente plantei também deverão frutificar para a cidade.

Só espero que o prefeito tampão saiba trabalhar para que estes projetos sejam efetivados com competência em prol da cidade e não apenas ficar nos holofotes por questões que, neste caso do DNit, nem obra dele são.

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O processo no Caso Sanasa

Na noite de ontem fui procurado por repórteres que queriam saber minha opinião sobre a Justiça ter acatado as denúncias no caso Sanasa e aberto processos contra seis acusados, eu entre eles.  Repito aqui minha resposta completa, com intuito de torná-la pública:

Eu já esperava e até queria que a Justiça acatasse a denúncia há muito tempo, pois enquanto isso não acontecesse só existiriam as acusações que, contra mim, nunca foram nem serão provadas porque simplesmente nada fiz de errado. Agora, com a Justiça analisando tudo legalmente e com profundidade, finalmente poderei provar isso e terei minha inocência confirmada e comprovada.

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